07/07/2017

Os norte-americanos estão anos-luz à nossa frente no quesito DIY. Pra vocês terem uma ideia de como a cultura do Faça Você Mesmo é forte por lá, existem várias feiras no país que reúnem pessoas que adoram botar a mão na massa; a Maker Faire é uma delas, que até premia os melhores projetos.

Por aqui, esse conceito tem crescido bastante, mas como toda tendência que começa a ganhar terreno, é mais visto como um modismo do que como um estilo de vida. E é justamente para incentivar, cada vez mais, essa prática que gosto de mostrar exemplos vindos dos EUA, como o caso dessa cômoda.

cômoda antes e depois

Ninguém daria nada por ela, à primeira vista. Mas ao ver seu vizinho se desafazendo do móvel, esse paizão pensou que ele poderia virar uma peça linda no quarto da sua filhota. Resolveu dar uma segunda chance à cômoda, mesmo sabendo que havia muito trabalho a ser feito – e isso não deve ser empecilho para ninguém.

Alguém havia colado pedaços de madeira na frente do móvel, talvez para dar a impressão de que ele tinha muitas gavetinhas. Na verdade, são 4 gavetas iguais, e a primeira etapa da reforma foi retirar essas peças, para deixar toda a frente mais uniforme.

cômoda antes e depois

Depois, ele usou um produto próprio para começar a remoção da tinta azul. Esses produtos são facilmente encontrados em lojas de bricolagem, tintas e materiais de construção. Basta aplicar, esperar agir e raspar a tinta com uma espátula. O legal disso é que você consegue perceber até quantas demãos foram dadas no móvel.

cômoda antes e depois

Depois de remover todas as camadas originais de tinta, ele lixou todo a madeira. Essa é a parte mais chata de qualquer reforma de móvel, mas altamente necessária para que o acabamento fique o melhor possível. Se houver imperfeições (como foi o caso das gavetas dessa cômoda), passe massa pra madeira e lixe novamente, para que a superfície fique bem lisinha.

cômoda antes e depois

Agora começa a parte mais divertida: pintar. Primeiro, é bom passar um fundo, que podem ser duas demãos de uma tinta fosca branca. Isso vai deixar a pintura final mais viva.

cômoda antes e depois

Ele escolheu duas cores para a cômoda da filha: verde e rosa. Na frente das gavetas, ainda fez uma arte em chevron. Para isso, é preciso isolar a área que você não quer pintar com fita crepe, formando o desenho do chevron, e pintar a área que fica exposta.

cômoda antes e depois

Adorei a forma como ele “casou” a estampa ao longo das gavetas. Deixou a arte muito mais bonita e bem feita.

cômoda antes e depois

E basicamente, a cômoda estava pronta. Ele ainda colocou puxadores novos e um aplique de madeira, na frente da primeira gaveta. E foi assim que ela ficou, depois de terminada:

cômoda antes e depois

cômoda antes e depois

Muitas pessoas sempre argumentam que todo esse trabalho é desnecessário, quando existe a possibilidade de comprar um móvel pronto. É verdade. Mas como eu disse no começo desse texto, o DIY é um estilo de vida que lhe permite criar uma peça totalmente única, renovada, com sua personalidade nele. E tudo isso traz significado para sua decoração; ela deixa de ser meramente um cenário e passa a fazer parte da sua vida.

Imagina a felicidade da menina quando viu essa cômoda desse jeitinho, decorando seu quarto…

cômoda antes e depois

Fotos: t0mic (via Imgur)

Isso sem entrar no mérito da economia, que pode ser incrível, e também da questão do reaproveitamento, já que você “adota” algo que viraria entulho.

E por aí, você costuma repaginar móveis antigos? Conta pra mim!


Tem mais Simplichique aqui:simplichique

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    Gravatar Val
    8 julho 2017

    Olá Manuela, adorei ver esta transformação, tão radical. A peça estava, de fato, bem feia, e poucas pessoas conseguiriam ver uma 2ª chance ali. Não conhecia essa feira nos EUA da qual vc falou, mas o que posso dizer dos EUA é que as casas de DIY e Crafts são autênticos armazéns, com tantos e tantos produtos à disposição que a pessoa até se perde. Um verdadeiro incentivo ao faça vc mesmo. De todos os benefícios que vc mencionou, que vêm ao de cima quando se resolve costumizar um móvel ou objeto ao invés de os jogar fora, há um que para mim é fundamental: o terapêutico! Quem é criativo precisa dessas matérias primas descartados por outros, para praticar as suas técnicas e se desafiar a si mesmo. São horas esquecidas limpando, lixando, pintando e inventando! Beijo, bom fim de semana.

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    Manuela Lopes Reply:

    Nossa, e é uma terapia muito gostosa mesmo, Val!
    Essas grandes lojas americanas realmente são um incentivo; sinto muita falta de algo parecido aqui no Brasil – e nem sei se valeria a pena uma rede dessas investir aqui, porque a carga tributária é tão agressiva que acaba elevando muito o custo dos produtos, e isso deixa de ser atrativo para o consumidor que pretende gastar pouco, infelizmente. Mas com muita criatividade, a gente sempre dá um jeito! rs
    Super beijo!

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